| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Lesbiinae |
| Reichenbach, 1853 | |
| Espécie: | D. langsdorffi |
O rabo-de-espinho é uma ave da ordem dos Apodiformes da família Trochilidae.
Também conhecido como beija-flor-rabo-de-espinho, besourinho-de-rabo-grande e rabo-de-espinho-de-barriga-preta. O pequeno porte e o comportamento pouco conspícuo podem contribuir para a sua raridade, havendo poucos registros recentes desta espécie.
Seu nome científico significa: do (grego) diskos = disco, placa; e oura = cauda; e de langsdorffi = homenagem ao naturalista, coletor de especimes e consul da Prússia no Brasil no período de (1813-1830), Georg Heinrich Freiherr von Langsdorff-(1744-1852). ⇒ (Ave com) cauda de disco de Langsdorff.
É uma das menores espécies de beija-flores do Brasil, com comprimento total que varia de 7 (fêmeas) a 12,5 cm (machos, incluindo a cauda). Como o próprio nome popular indica, os machos apresentam as penas da cauda muito longa e fina, sendo altamente modificadas, com um estreitamento dos vexilos e um espessamento da raque, lembrando espinhos. A cauda também é bifurcada, sendo este aspecto visível quando a ave está voando. Verde com uma cinta branca no baixo dorso e uma cinta vermelha através do peito, peito e barriga negra com os lados brancos. Fêmea de cauda curta e colorido geral verde escuro com a cinta uropigiana, ponta da cauda e garganta brancas e extensa estria malar branca.
Possui duas subespécies reconhecidas:
Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).
Alimenta-se principalmente de carboidratos, conseguido através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Na Amazônia procura ingás em floração na borda de florestas úmidas.
Na época do acasalamento, o macho voando levanta, fecha e abre a cauda; em voos rasantes por cima da fêmea produz estalidos, como “reép…”, ao que parece, batendo as retrizes entre si; contorna a fêmea em voo lento e exibe os pés projetando-os para frente e abrindo os dedos, movimentando-os. O ninho é em forma de taça, localizado a cerca de 10 m do solo. A postura é de dois ovos e a incubação é realizada apenas pela fêmea. Reproduz-se entre novembro e fevereiro e o período de incubação é de 13 dias.
Na Bahia vive em carrascais, campos rupestres com vegetação arbustiva ou entre lajedos rochosos típicos de seu biótopo. No sudeste, vive principalmente em campos altimontanos e matas nebulares das serras do Itatiaia, do Caparaó e dos órgãos, entre 1700 e 2800 metros de altitude. Na Amazônia procura ingás em floração na borda de florestas úmidas. Discreto, este beija-flor prefere as copas das árvores, onde procura por flores. Solitário ou aos casais. Pouco se sabe sobre o comportamento e os hábitos da forma nominal.
R ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Ocorre da Bahia ao Rio de Janeiro; também no alto Amazonas a oeste dos rios Madeira e Negro até a Venezuela, Colômbia, Equador e Peru.
Status de conservação: LC ( IUCN ); Appendix II ( CITES ).
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: